Os componentes do vinho

O vinho é composto por mais de mil substâncias. Da composição total, entre 85% a 90% é água. Depois da água, o álcool é o componente que se apresenta em quantidades apreciáveis, quase que exclusivamente o etanol, mas também o metanol, glicerol e outros em quantidades menos expressivas. O álcool se origina no processo de fermentação, quando o açúcar do mosto se transforma em álcool pela ação das leveduras, que também estão presentes no mosto de uva.

Possui pouco açúcar, quando o vinho é seco. E pode conter até 80g de açúcar por litro, ou mais, nos vinhos doces ou suaves. Não tem gorduras. É composto por 1g a 2g por litro de proteínas, muitas delas desintoxicadoras das células e, por consequência, do organismo. Outras agem direto na digestão. Costumam ter quantidades apreciáveis de aminoácidos essenciais (Lisina, Fenilalanina, Triptofano e Ácido Glutâmico). Esses aminoácidos são assim chamados por serem essenciais ao nosso metabolismo. O organismo não sabe produzi-los, portanto temos que ingeri-los.

O vinho também contém ácidos orgânicos. Destacam-se o tartárico, o málico, o cítrico e o lático. Estes contribuem de forma afirmativa no gosto do vinho. Outro componente do vinho são os taninos – estruturas químicas que se caracterizam pela propriedade de se combinar com as proteínas, favorecendo a conservação.

Estão presentes ainda as antocianinas, flavonóides, procianidinas e estilbenos, dois quais o mais importante e mais estudado é o resveratrol. O vinho contém entre 2g a 8g por litro de Polifenóis. Estes são os maiores responsáveis (mas não os únicos) pelos benefícios do vinho para a saúde.

O vinho ainda tem vários eletrólitos e oligoelementos. Têm ainda vitaminas, sobretudo as do Complexo B.

Por essa composição tão rica de micro e macronutrientes, compreende-se vinho como alimento.

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